Inovação aberta a favor do Mercado de Carbono

O Mercado de Carbono foi criado a partir do Protocolo de Kyoto que estabeleceu metas para países desenvolvidos para conter as emissões de gases de efeito estufa no período inicial entre 2008 e 2012, com segundo período de 2013 a 2020. Mas foi a partir do Acordo de Paris, em 2015, que as metas de descarbonização foram intensificadas e estendidas a diversos países e setores econômicos, fazendo com que as discussões e preocupações em torno do tema também se intensificassem.

Para aprofundar esse assunto, convidamos a Paula Puzzi, atual Gerente de Desenvolvimento de Negócios na Suzano Ventures para compartilhar sua visão sobre as oportunidades e desafios do mercado de carbono e como a inovação se insere nesse contexto.

Atualmente, quando falamos sobre o mercado de carbono percebemos que sua abrangência vai além das metas de redução das emissões dos gases de efeito estufa.

“Com a evolução da crise climática, o mercado de carbono ganha cada vez mais relevância como estratégia ESG das empresas e como um mecanismo que alavanca uma nova economia, baseada em recursos renováveis, sendo uma forma de investir e incentivar projetos florestais e desenvolvimento de novas tecnologias para produção de bioprodutos” destaca Paula Puzzi.

 

A diferença do mercado regulado e mercado voluntário de carbono.

O mercado de carbono distingue-se em mercado regulado e mercado voluntário. Basicamente, o mercado regulado destina-se à comercialização de carbono envolvendo países, cujas transações são auditadas e reconhecidas pela ONU e entram na contabilidade dos países para baixar a emissão de gases de efeito estufa.

Já o mercado voluntário, como o próprio nome sugere, é destinado a empresas e entidades que desejam voluntariamente neutralizar suas emissões. Os créditos gerados também são auditados, mas por entidades independentes e não estão sujeitos a registros da ONU.

“É interessante destacar que esses créditos não são contabilizados nas metas de redução de emissões de países do atual Acordo de Paris. Aqui, qualquer empresa ou entidade tem a possibilidade de gerar ou comprar os créditos de carbono voluntários por meio de contratos bilaterais.” complementa Paula Puzzi.

Com a crescente importância do ESG, muitas empresas têm adotado a compra de créditos como ferramenta de diferenciação, permitindo a evolução de seus índices de sustentabilidade, engajamento de stakeholders e aquisição de melhores investimentos. Por esses motivos, a origem e qualidade dos créditos apresenta relevância.

A precificação do crédito de carbono também é diferente nestes dois modelos. Em geral, os preços do mercado regulado são mais elevados. Em alguns casos, porém, os preços do mercado de carbono voluntário podem atingir alta valorização, como nos projetos de remoção de carbono da atmosfera.

 

Oportunidades para o mercado brasileiro.

O Brasil é referência na geração de créditos de carbono no mercado voluntário, ocupando a quarta posição mundial em volume de crédito e tendo tido um aumento superior a 230% em relação ao volume gerado em 2020.

“Os setores de maior destaque na geração de créditos no mercado voluntário global são os de produção ou redução de consumo de energia, ou conservação e de floresta (REDD+). E este é um diferencial para o Brasil, já que o país possui um papel fundamental como provedor de projetos baseados em Soluções Baseadas na Natureza.” ressalta a Gerente de Desenvolvimento de Negócios na Suzano Ventures, Paula Puzzi.

 

Inovação e o mercado de carbono.

Sabemos que o desafio de mitigar as emissões dos gases de efeito estufa é global e urgente. E a inovação (especificamente a inovação aberta) pode ser a chave para acelerar o desenvolvimento de soluções que atendam às metas de descarbonização global.

“Na Suzano atuamos com foco na inovabilidade, que é a inovação à serviço da sustentabilidade, isso significa incorporar um olhar de sustentabilidade nas tomadas de decisão, gerando valor aos nossos produtos, serviços e por todos os elos da cadeia que estamos inseridos. Esse conceito não fica restrito a produtos, pode ser um processo, um serviço, um comportamento.” destaca Paula Puzzi.

Gerente de Desenvolvimento de Negócios na Suzano Ventures ainda complementa dizendo que acredita que a inovação é a ferramenta que viabilizará COMO as empresas e governos fazem a gestão de seus resíduos, melhoram seus processos, criam novos modelos de negócio, ofertam novos serviços e produtos compartilhados, e, por último, como viabilizam o desenvolvimento de novas tecnologias rumo à uma economia de baixo carbono.

A inovação aberta é uma importante ferramenta para incentivar e acelerar o desenvolvimento de inovação tecnológica dentro de diferentes setores. Dada a complexidade dos desafios atuais do planeta e da sociedade é preciso combinar conhecimentos e troca de experiências e aprendizados, garantindo visibilidade e acesso a novas tecnologias e mercados.

Para incentivar e trazer mais velocidade para esse processo, a Suzano acaba de lançar um braço de Corporate Venture Capital, a Suzano Ventures. Paula Puzzi, sendo a Gerente de Desenvolvimento de Negócios comenta que o objetivo principal da Suzano Ventures é dar maior agilidade, abrangência e recorrência a este processo de inovação aberta que acelera a estratégia da organização como plataforma global de inovação da bioeconomia com base na floresta plantada.

Para isto, foi aprovado um orçamento de 70 milhões de dólares para investir em startups de (1) Novas tecnologias e aplicações para a biomassa celulósica, (2) soluções de embalagens celulósicas, (3) agritech e (4) empresas com foco em captura, mensuração e gestão do sequestro de carbono. A busca, em especial, é por startups de deep tech desde o estágio pre-Seed até Series A.

Olhando para o setor de energia, Paula destaca as oportunidades de desenvolvimento de novas tecnologias como uma das grandes alavancas para a diminuição na emissão de CO2. A Suzano vê a redução ou a eliminação do combustível fóssil em seu transporte como um importante componente de sua estratégia ambiental. Paula comenta que, dentro da tese de investimento da Suzano Ventures, endereçam essa questão tanto em investimentos de tecnologias que utilizem biomassa de celulose, como em tecnologias que permitam o uso de uma frota que utilize matriz energética e combustíveis limpo.

Para saber mais sobre a iniciativa acesse: https://www.suzano.com.br/suzano-lanca-venture-capital-com-us-70-milhoes-em-recursos-para-impulsionar-startups/

Para participar do Suzano Ventures Day 2022 basta enviar um email para: suzanoventuresday@tlvmail.com.br

Sobre a Suzano e seu propósito sustentável:

O propósito da Suzano é renovar a vida a partir da Árvore e busca conquistar esse propósito por meio de uma visão estratégica de longo prazo, que tem o objetivo de criar soluções sustentáveis e inovadoras para os desafios da sociedade a partir da árvore. Assumindo a responsabilidade da construção conjunta de um futuro mais sustentável.

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